Minority Report? Parte II – tecnologia para “ler a mente”

Março 15, 2008

Em um post passado, já havíamos divulgado uma técnica criada para “ler pensamentos” na qual, por meio de ressonância magnética, o computador “adivinhava”, com 90% de acerto, qual imagem os pacientes estavam olhando.

Esta outra técnica consiste em monitorar o fluxo sangüíneo no cérebro por meio de uma técninca de formação de imagem chamada espectroscopia funcional por infravermelho próximo (fNIRS). Esse fluxo é utilizado como um termômetro da carga de trabalho cerebral de um indivíduo, obtendo informações em tempo real de alterações sutis no cérebro, que podem indicar quando o usuário está sobrecarregado de trabalho – a frustração – ou sem muito o que fazer – o tédio.

“São cada vez mais necessárias novas técnicas de avaliação que monitorem os usuários enquanto eles trabalham com computadores,” diz o cientista Robert Jacob.

Os dados coletados pelo sistema de fNIRS coincidiu com a opinião dos usuários sobre suas próprias emoções em 83% dos casos. Marca próxima da atingida pelo outro experimento, com ressonância magnética.

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Extraído de: Inovação Tecnológica, 02/10/2007

Pesquisadores: Universidade de Tufts, EUA


Minority Report? Cientistas criam técnica para ler imagens captadas pela mente

Março 12, 2008

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Cientistas americanos desenvolveram uma técnica de “leitura da mente”, que permite que um computador identifique as imagens que uma pessoa está vendo.

Os pesquisadores criaram um programa que analisa imagens por ressonância magnética captadas do córtex de pessoas no momento em que estas estavam olhavam para uma série de imagens.

Em testes realizados pelos cientistas, o programa foi capaz de acertar nove em cada dez imagens.

Segundo os pesquisadores, a nova técnica abre caminho para o desenvolvimento de um aparelho que eventualmente seja capaz de fazer a leitura da memória ou dos sonhos ao reconstruir as imagens visuais.

Apesar de otimistas, os cientistas afirmam que, por enquanto, a técnica pode ser aplicada apenas em imagens estáticas já que os aparelhos de ressonância magnética conseguem fazer apenas uma leitura a cada três ou quatro segundos, o que impossibilita a decodificação da atividade cerebral no caso das imagens em movimento.

Para realizar a pesquisa, os cientistas tiveram que treinar o software para decodificar a atividade cerebral de cinco voluntários ao serem estimulados visualmente com mais de mil imagens diferentes durante cinco horas consecutivas. Este treinamento ensina o software a decodificar como o cérebro de cada pessoa assimila as informações visuais, diz o estudo.

De acordo com Jack Gallant, que liderou o estudo, em 30 ou 50 anos, os avanços podem ter implicações sérias na privacidade das pessoas.

Quem desacredita Orwell, levanta a mão.

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Extraído de: BBC Brasil, 06 de março, 2008

Fonte: revista Nature

Pesquisadores: Universidade daf Califórnia, Berkeley


Anorexia é visível em exames no cérebro, diz estudo

Fevereiro 18, 2008

anorexia

Campanha Publicitária contra anorexia - No-l-ita, Oliviero Toscani

Exames de ressonância magnética mostraram que a anorexia está ligada a padrões específicos de atividade cerebral.

Mesmo mulheres jovens, já se recuperando do distúrbio e que mantêm um peso saudável há mais de um ano apresentaram padrões de atividade cerebral extremamente diferentes das outras.

O estudo aponta para uma região do cérebro ligada à ansiedade e perfeccionismo.

Segundo Ian Frampton, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, que também já conduziu exames de ressonância magnética em pacientes de anorexia, “pode haver redes de conexão no cérebro que tornam alguém mais vulnerável a desenvolver um distúrbio alimentar.”

Estabelecer uma causa neurobiológica pode ajudar a remover parte da culpa e do estigma ligados à anorexia, completou.

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Extraído de: BBC Brasil, 02 de dezembro, 2007

Fonte: American Journal of Psychiatry

Pesquisadores: Universidade de Pittsburgh