Prática rigorosa, não genes, cria gênios musicais

Março 11, 2008

violino

Quer ser uma estrela do rock? Continue praticando. Surgem ainda mais evidências de que músicos são feitos de treino; não por nascerem com o dom.

Nós já sabemos que há algo especial sobre como o cérebro dos músicos reagem quando eles ouvem música. Agora, novos exames revelaram que regiões específicas do cérebro dedicadas à sintaxe musical e timbre ficam ainda mais animadas que o usual nos músicos quando eles ouvem gravações do seu próprio tipo de instrumento.

Na Universidade de Arkansas, em Fayetteville, Elizabeth Margulis e seus colegas observaram as diferenças quando tocaram músicas para flautistas e violinistas: só quando os músicos ouviram seu próprio instrumento essas áreas mostraram aumento na atividade.

A equipe avalia que o responsável é o treinamento intenso dos músicos para instrumentos específicos. Se a resposta do cérebro à música fosse decidida pela genética, argumentam eles, os escaneamentos do cérebro seriam similares em todos os músicos ouvindo música, independente do instrumento tocado.

Margulis especula que outras diferenças anteriormente observadas entre músicos e não-músicos podem, também, ser devidas ao treinamento somente (Human Brain Mapping, DOI: 10.1002/hbm.20503).

“A sugestão é de que os músicos têm um cérebro diferente, mas não parece que eles nasceram assim.” Ela afirma.

leia o artigo original aqui (em inglês; prévia da versão completa para assinantes)

Fonte: New Scientist

Pesquisadores: Universidade de Arkansas