Robôs ‘terão inteligência humana em 20 anos’, dizem especialistas

Março 12, 2008
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Nanorobôs que operariam em uma hemácia

BBC

Em 20 anos, os robôs poderão ser tão inteligentes quanto os humanos, segundo projeções de especialistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

De acordo com os especialistas, reunidos neste fim de semana nos Estados Unidos para discutir os 14 maiores desafios da humanidade neste século, máquinas e humanos poderão “se fundir” num futuro não muito distante.

Para o engenheiro Ray Kurzweil, a humanidade está à beira de avanços antes inimagináveis, como a instalação de robôs minúsculos no cérebro, que o tornariam “mais inteligente e saudável”.

“Nós poderemos ter nanobots (chips) inteligentes que entrariam no cérebro a partir dos vasos capilares e poderão interagir diretamente com nossos neurônios biológicos para melhorar a capacidade de memória, por exemplo”, disse ele, em entrevista à BBC.

“Isso é parte da realidade da nossa civilização”, disse ele.

O engenheiro acredita que em 2029, a humanidade terá os recursos de inteligência artificial necessários “para que máquinas atinjam a inteligência humana, inclusive a inteligência emocional”.

Ray Kurzweil acredita que será possível implantar no cérebro um computador do tamanho de um grão de ervilha para substituir neurônios destruídos pelo Mal de Parkinson.

“A última geração deste implante neural permite que se baixe um software para um computador dentro do cérebro do paciente”, explica ele.

“E isso não é um experimento, já é uma terapia aprovada para o tratamento de Parkinson. Isso significa que o estamos fazendo grandes progressos”.

leia o artigo original aqui

Extraído de: BBC Brasil, 16 de fevereiro, 2008


Minority Report? Cientistas criam técnica para ler imagens captadas pela mente

Março 12, 2008

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Cientistas americanos desenvolveram uma técnica de “leitura da mente”, que permite que um computador identifique as imagens que uma pessoa está vendo.

Os pesquisadores criaram um programa que analisa imagens por ressonância magnética captadas do córtex de pessoas no momento em que estas estavam olhavam para uma série de imagens.

Em testes realizados pelos cientistas, o programa foi capaz de acertar nove em cada dez imagens.

Segundo os pesquisadores, a nova técnica abre caminho para o desenvolvimento de um aparelho que eventualmente seja capaz de fazer a leitura da memória ou dos sonhos ao reconstruir as imagens visuais.

Apesar de otimistas, os cientistas afirmam que, por enquanto, a técnica pode ser aplicada apenas em imagens estáticas já que os aparelhos de ressonância magnética conseguem fazer apenas uma leitura a cada três ou quatro segundos, o que impossibilita a decodificação da atividade cerebral no caso das imagens em movimento.

Para realizar a pesquisa, os cientistas tiveram que treinar o software para decodificar a atividade cerebral de cinco voluntários ao serem estimulados visualmente com mais de mil imagens diferentes durante cinco horas consecutivas. Este treinamento ensina o software a decodificar como o cérebro de cada pessoa assimila as informações visuais, diz o estudo.

De acordo com Jack Gallant, que liderou o estudo, em 30 ou 50 anos, os avanços podem ter implicações sérias na privacidade das pessoas.

Quem desacredita Orwell, levanta a mão.

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Extraído de: BBC Brasil, 06 de março, 2008

Fonte: revista Nature

Pesquisadores: Universidade daf Califórnia, Berkeley