Spray nasal pode ajudar a tratar fobia social, diz estudo

Maio 27, 2008

Extraído de: BBC Brasil, 22 de maio, 2008

Fonte: Revista Neuron

Pesquisadores: Universidade de Zurique

Um spray nasal que aumenta a confiança em pessoas estranhas pode se somar aos tratamentos atuais para fobia social.

A fobia social é comumente caracterizada como o excesso de ansiedade ou medo sofrido por certas pessoas quando observadas por outras durante o desempenho de alguma tarefa como falar, comer ou escrever.

Segundo cientistas da Universidade de Zurique, um spray nasal contendo o hormônio oxitocina – que desempenha um papel importante na maneira como nos relacionamos com os outros - diminui a atividade da amígdala.

A amígdala é uma região cerebral de grande atividade entre os que apresentam fobia social.

“Nós descobrimos que a oxitocina tem um efeito muito específico em situações sociais, diminuindo o medo”, disse o coordenador da pesquisa, Thomas Baumgartner.

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Deixar de fumar é ‘contagioso’, diz estudo

Maio 22, 2008

Extraído de: BBC Brasil, 22 de maio, 2008

Fonte: New England Journal of Medicine

Pesquisadores: Harvard Medical School e University of California, San Diego

Desistir de fumar é “contagioso”, ou seja, há mais probabilidade de as pessoas deixarem de fumar em grupos do que sozinhas - segundo um estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine.

Segundo a pesquisa, a decisão de uma pessoa de parar de fumar tende a influenciar amigos, família e colegas de trabalho, levando-os a abandonar o cigarro também.

Quanto mais íntimo for o relacionamento, maior a infuência sobre a pessoa que está desistindo de fumar. Os pesquisadores descobriram, por exemplo, que se o marido ou esposa de um fumante deixa de fumar, há 67% menos chances de que essa pessoa continue a fumar.

O estudo, feito por especialistas da Harvard Medical School, em Boston, e da University of California, em San Diego, utilizou informações coletadas ao longo de 32 anos em um grupo de mais de 12 mil pessoas. Os dados foram coletados entre 1971 e 2003.

Os voluntários tinham entre 21 e 70 anos. Foram considerados fumantes aqueles que fumavam pelo menos um cigarro por dia.

Conclusões

Nos últimos 30 anos, o número de fumantes vem caindo substancialmente nos Estados Unidos.

“Nós examinamos até que ponto o hábito de fumar se alastra de uma pessoa para outra e até que ponto grupos de pessoas interligadas deixam de fumar juntas”, escreveram os autores do estudo, Nicholas Christakis e James Fowler .

O estudo faz revelações curiosas. Revelou, por exemplo, que amigos com um nível educacional mais alto influenciam mais uns aos outros do que aqueles com menos educação.

E conclui que pessoas que pertencem a um grupo social grande tendem a parar de fumar ao mesmo tempo, mesmo que não se conheçam.

“Se acontece uma mudança cultural em uma rede social, um grupo inteiro de pessoas que estão conectadas, mas que talvez não se conheçam, abandonam (o cigarro) juntas”, disse um dos autores do estudo, Nicholas Christakis, ao jornal britânico The Times.

Outra observação feita pelos especialistas é que, se no passado fumantes e não-fumantes se relacionavam livremente, hoje os dois grupos tendem a formar agrupamentos separados.

Os especialistas concluíram que os fumantes estão sendo empurrados para as margens da sociedade.

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Acadêmico inglês diz que os ricos têm QI mais alto

Maio 22, 2008

BBC

Extraído de: BBC Brasil, 22 de maio, 2008

Fonte: Revista Times Higher Education

A pequena proporção de estudantes de classe média baixa em universidades renomadas é o “resultado natural de uma diferença de QI entre classes sociais”, afirma o acadêmico inglês Bruce Charlton na edição desta quinta-feira da revista especializada em educação Times Higher Education.

“O governo britânico gastou tempo e esforço em afirmar que as universidades, especialmente Oxford e Cambridge, estariam excluindo pessoas de classes sociais mais baixas e privilegiando as de classes mais altas”, disse o professor.

“No entanto, neste debate um fato vital foi esquecido: classes sociais mais altas têm uma média de QI maior do que as classes baixas”, afirmou Charlton em artigo publicado na revista.

Segundo o acadêmico, professor de psiquiatria evolutiva na Universidade de Newcastle, na Inglaterra, a dominação das classes altas é “natural” e uma questão de “mérito”.

Críticas

A afirmação provocou reações no setor educacional no país. Em um comunicado, a União Nacional dos Estudantes (NUS, na sigla em inglês) afirmou que os argumentos de Charlton são “equivocados, irresponsáveis e insultantes”.

“Certamente a desigualdade social define a vida das pessoas antes mesmo de entrarem para a universidade, mas o setor de ensino superior não pode ser absolvido de sua responsabilidade de garantir que estudantes de todos os níveis sociais tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial”, disse Gemma Tumelty, presidente da NUS.

Outra crítica, também publicada pela revista, foi do ministro do Ensino Superior Bill Rammell. Segundo ele, os argumentos de Bruce Charlton dão um tom de que “as pessoas devem saber seu lugar”.

Robert Sternberg, diretor de artes e ciências da Universidade de Tufts, admitiu a relação entre o QI e a questão social, mas descorda da posição de Charlton.

“Certamente há uma correlação entre o QI e a classe social. Pessoas de classes mais altas têm vantagens educacionais, sociais e econômicas e as transmitem aos seus filhos”, disse ele.

Ao adotar o sistema que Charlton recomenda, afirmou, “garantimos que as classes mais altas continuarão a transmitir estas vantagens e iremos congelar aqueles de classes mais baixas”.

“Desta forma, criaremos profecias que se cumprem sozinhas”, disse Sternberg.

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Falta de sono deixa funções cerebrais instáveis, diz estudo

Maio 22, 2008

BBCSono

Extraído de: BBC Brasil, 21 de maio, 2008

Fonte: Journal of Neuroscience

Pesquisadores: Duke University e Universidade Nacional de Cingapura

Os pesquisadores afirmaram que mesmo estando privado de sono, o cérebro pode operar normalmente por certo tempo, mas, em seguida, responde lentamente diante de estímulos que requerem atenção e interpretações visuais.

Segundo os especialistas, quando privado de sono, o cérebro pode processar processos visuais simples, como enxergar painéis luminosos.

No entanto, as “áreas visuais maiores” do órgão – responsáveis por dar sentido ao que vemos – não funcionam muito bem.

Para testar a teoria, os especialistas usaram uma técnica de ressonância magnética que mediu o fluxo sangüíneo cerebral de um grupo de voluntários. Essa medida serviu como um termômetro da atividade cerebral.

Parte dos participantes teve boa noite de sono enquanto a outra passou a noite em claro. Eles tinham de identificar letras maiúsculas e minúsculas que piscavam em um painel.

Os pesquisadores observaram que voluntários de ambos os grupos viam as letras, mas os que estavam sem dormir tiveram mais dificuldades de identificar as diferenças de tamanho.

“A maior descoberta é que o cérebro de um indivíduo privado de sono pode trabalhar normalmente, mas algumas vezes sofre de algo parecido com um apagão”, disse Clifford Saper, da Universidade de Harvard.

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Minority Report? Parte II - tecnologia para “ler a mente”

Março 15, 2008

FScerebralExtraído de: Inovação Tecnológica, 02/10/2007

Pesquisadores: Universidade de Tufts, EUA

Em um post passado, já havíamos divulgado uma técnica criada para “ler pensamentos” na qual, por meio de ressonância magnética, o computador “adivinhava”, com 90% de acerto, qual imagem os pacientes estavam olhando.

Esta outra técnica consiste em monitorar o fluxo sangüíneo no cérebro por meio de uma técninca de formação de imagem chamada espectroscopia funcional por infravermelho próximo (fNIRS). Esse fluxo é utilizado como um termômetro da carga de trabalho cerebral de um indivíduo, obtendo informações em tempo real de alterações sutis no cérebro, que podem indicar quando o usuário está sobrecarregado de trabalho - a frustração - ou sem muito o que fazer - o tédio.

“São cada vez mais necessárias novas técnicas de avaliação que monitorem os usuários enquanto eles trabalham com computadores,” diz o cientista Robert Jacob.

Os dados coletados pelo sistema de fNIRS coincidiu com a opinião dos usuários sobre suas próprias emoções em 83% dos casos. Marca próxima da atingida pelo outro experimento, com ressonância magnética.

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Projeto pretende recriar digitalmente um cérebro de mamífero

Março 15, 2008

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Extraído de: Meio Bit, 4 Março, 2008

Fonte: Blue Brain Project

O Projeto Blue Brain é uma colaboração da IBM com a École Polytechnique Fedérale de Lausanne, Suiça, com um objetivo nada modesto: Recriar, via engenharia reversa, um cérebro de mamífero.

Começou em 2005, e no final de 2006 já conseguiram simular a Coluna Neocortical, uma estrutura composta de 50.000 neurônios e 30 milhões de sinapses.

A fase 1, encerrada no começo de 2007, provou que é possível criar simulações precisas baseadas em engenharia reversa, embora isso consuma MUITO processamento. Com 596 Teraflops, o Blue Gene não é exatamente um TK85, e mesmo assim roda a simulação duas ordens de magnitude abaixo da velocidade de um cérebro normal. Se o Blue Brain despertasse consciência, o máximo que faria seria acessar Orkut e ficar falando com as miguxas no MSN.

A expectativa para a próxima fase é rodar próximo de tempo real, em um Blue Gene com 8.000 processadores simulando 10.000 neurônios. O modelo utilizado é o da Coluna Neocortical do cérebro de um rato de duas semanas, portanto estão longe ainda de um computador que responda “42“. Se bem que… hum… ratos? OK, provavelmente a primeira coisa que ele vai responder será 42.

Em paralelo estão fazendo estudos para simular um neurônio em nível molecular. Até agora simulam em nível celular, o que significa que o neurônio em si é uma caixa-preta. Trabalhando no nível molecular/genético as interações entre neurotransmissores e componentes celulares passam a fazer parte do modelo. Mas avisam que não existe capacidade de processamento hoje para sequer sonhar em simular um cérebro, ou mesmo parte dele, em nível molecular.

O mais interessante é a pergunta final da FAQ:

“A consciência despertará?”

E a resposta: “Não sabemos”

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“Skynet” já é uma realidade?

Março 15, 2008

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Extraído de: Meio Bit,

Pesquisadores: Rensselaer Polytechnic Institute

Como publicado um post abaixo, robôs alcançariam a inteligência humana em 20 anos. Contudo, um “embrião de Skynet” parece já estar em funcionamento.

Pois o que se poderia chamar de “protótipo funcional” foi construído por pesquisadores do Rensselaer Polytechnic Institute. Usando nada menos que um supercomputador Blue Gene (alguém achou que a IBM fosse ficar de fora dessa?), com um total de 100 TFLOPS de poder computacional, os cientistas criaram “Eddie”, uma “entidade” que “vive” no Second Life e demonstra a mesma capacidade de raciocínio de uma criança de 4 anos.

Já pensando no futuro (se existir algum, depois de 2029), já se sonha em criar ambientes virtuais que interajam de maneira verossímel como, por exemplo, um cenário de treinos onde policiais poderiam negociar com terroristas controlados por computadores.

Agora imaginem o uso que os “japoneses” darão a isso, se hoje já se divertem com bonecas que têm “partes laváveis”.

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Robôs ‘terão inteligência humana em 20 anos’, dizem especialistas

Março 12, 2008

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Extraído de: BBC Brasil, 16 de fevereiro, 2008

Em 20 anos, os robôs poderão ser tão inteligentes quanto os humanos, segundo projeções de especialistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

De acordo com os especialistas, reunidos neste fim de semana nos Estados Unidos para discutir os 14 maiores desafios da humanidade neste século, máquinas e humanos poderão “se fundir” num futuro não muito distante.

Para o engenheiro Ray Kurzweil, a humanidade está à beira de avanços antes inimagináveis, como a instalação de robôs minúsculos no cérebro, que o tornariam “mais inteligente e saudável”.

“Nós poderemos ter nanobots (chips) inteligentes que entrariam no cérebro a partir dos vasos capilares e poderão interagir diretamente com nossos neurônios biológicos para melhorar a capacidade de memória, por exemplo”, disse ele, em entrevista à BBC.

“Isso é parte da realidade da nossa civilização”, disse ele.

O engenheiro acredita que em 2029, a humanidade terá os recursos de inteligência artificial necessários “para que máquinas atinjam a inteligência humana, inclusive a inteligência emocional”.

Ray Kurzweil acredita que será possível implantar no cérebro um computador do tamanho de um grão de ervilha para substituir neurônios destruídos pelo Mal de Parkinson.

“A última geração deste implante neural permite que se baixe um software para um computador dentro do cérebro do paciente”, explica ele.

“E isso não é um experimento, já é uma terapia aprovada para o tratamento de Parkinson. Isso significa que o estamos fazendo grandes progressos”.

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Minority Report? Cientistas criam técnica para ler imagens captadas pela mente

Março 12, 2008

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Extraído de: BBC Brasil, 06 de março, 2008

Fonte: revista Nature

Pesquisadores: Universidade daf Califórnia, Berkeley

Cientistas americanos desenvolveram uma técnica de “leitura da mente”, que permite que um computador identifique as imagens que uma pessoa está vendo.

Os pesquisadores criaram um programa que analisa imagens por ressonância magnética captadas do córtex de pessoas no momento em que estas estavam olhavam para uma série de imagens.

Em testes realizados pelos cientistas, o programa foi capaz de acertar nove em cada dez imagens.

Segundo os pesquisadores, a nova técnica abre caminho para o desenvolvimento de um aparelho que eventualmente seja capaz de fazer a leitura da memória ou dos sonhos ao reconstruir as imagens visuais.

Apesar de otimistas, os cientistas afirmam que, por enquanto, a técnica pode ser aplicada apenas em imagens estáticas já que os aparelhos de ressonância magnética conseguem fazer apenas uma leitura a cada três ou quatro segundos, o que impossibilita a decodificação da atividade cerebral no caso das imagens em movimento.

Para realizar a pesquisa, os cientistas tiveram que treinar o software para decodificar a atividade cerebral de cinco voluntários ao serem estimulados visualmente com mais de mil imagens diferentes durante cinco horas consecutivas. Este treinamento ensina o software a decodificar como o cérebro de cada pessoa assimila as informações visuais, diz o estudo.

De acordo com Jack Gallant, que liderou o estudo, em 30 ou 50 anos, os avanços podem ter implicações sérias na privacidade das pessoas.

Quem desacredita Orwell, levanta a mão.

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Prática rigorosa, não genes, cria gênios musicais

Março 11, 2008

violinoFonte: New Scientist

Pesquisadores: Universidade de Arkansas

Quer ser uma estrela do rock? Continue praticando. Surgem ainda mais evidências de que músicos são feitos de treino; não por nascerem com o dom.

Nós já sabemos que há algo especial sobre como o cérebro dos músicos reagem quando eles ouvem música. Agora, novos exames revelaram que regiões específicas do cérebro dedicadas à sintaxe musical e timbre ficam ainda mais animadas que o usual nos músicos quando eles ouvem gravações do seu próprio tipo de instrumento.

Na Universidade de Arkansas, em Fayetteville, Elizabeth Margulis e seus colegas observaram as diferenças quando tocaram músicas para flautistas e violinistas: só quando os músicos ouviram seu próprio instrumento essas áreas mostraram aumento na atividade.

A equipe avalia que o responsável é o treinamento intenso dos músicos para instrumentos específicos. Se a resposta do cérebro à música fosse decidida pela genética, argumentam eles, os escaneamentos do cérebro seriam similares em todos os músicos ouvindo música, independente do instrumento tocado.

Margulis especula que outras diferenças anteriormente observadas entre músicos e não-músicos podem, também, ser devidas ao treinamento somente (Human Brain Mapping, DOI: 10.1002/hbm.20503).

“A sugestão é de que os músicos têm um cérebro diferente, mas não parece que eles nasceram assim.” Ela afirma.

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